Vou pegar numa pá e enterrar o ano, enterrar-lo lá bem fundo. Antes vou tirar duas perolas cintilantes, aquelas que sempre habitaram e brilharam comigo, que fazem parte do meu sangue. Outras mais vou tirar porque são folhas que cresceram na mesma arvore que plantei, onde estive e que deu fruto neste ano, carinhosamente as guardo no coração.
Ja me coloquei onde predomina a ausência de palavras , e a presença de pessoas não comparece, mas uma estrela brilha no fundo e me faz devanear o ano vindouro.
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