sábado, 12 de junho de 2021

Matador do passado

 O passado mora num remetente sem retorno onde
as lágrimas não merecedoras
secaram num rio inexistente.
A Primavera da vida floresce
na areia seca do tempo, sobre
a propagação de uma história remota desatada em laços ancestrais.
A diversidade oculta de varios caminhos numa busca opcional onde a rádio no ar já não é suficiente para o tamanho do pensamento.
Comunicação associada a um vasto numero de regeções onde não se pode obrigar ninguém.
Posso conhecer o verbo ir,
num mundo que é pequeno para o tamanho da ilusão sobre a imaturidade criativa.

 

sábado, 9 de janeiro de 2021

Egoísmo

 Há uma luz acesa sobre a amizade, um barulho no escuro cobre a infidelidade .
Posso contar pelos dedos, mas contar apenas comigo.
Conveniência alheia, esta sempre bem servida, fica um osso para roer como consolo.
A cumplicidade escuta-se mutuamente, enquanto que a inconivência se afoga no egoísmo .



sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Comunicação

 Ai entre vos amigos do coração, vos sois os eleitos, aos quais à muito tempo não existe comunicação .Novos e velhos de longa data, tal como numa árvore onde nascem e morrem  folhas.
Aqui permaneço na gravidade que me segura , na instabilidade que me liberta.
Nunca fui, nem sou esposto a exibições sociais que estão por de tras de um vidro, onde se esconde muita falsidade impulsionadora á felicidade  que de nada prova  e predomina à vista de quem vê .



Amigos

 Ainda existem amigos no espaço, a desenhar linhas na areia.
A caminhar na linha do tempo,  na corda bamba, com o risco de cairem e se tornarem apenas em minutos passageiros.
Quando um sorriso nos cobre, envolve uma imensidão. Na vasta nuvem negra vem a chuva e limpa, e nela escorrega todo o colorido que se despeja em direção à reciclagem

Há uma luz acesa sobre a amizade, um barulho no escuro cobre a infidelidade .
Posso contar pelos dedos, mas contar apenas comigo.
Conveniência alheia, esta sempre bem servida, fica um osso para roer como consolo.
A cumplicidade escuta-se mutuamente, enquanto que a inconivência se afoga no egoísmo .

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Avesso da questão

Aquilo que já não é, que foi e poderá vir a ser, não será como dantes mas é identificado como idêntico. Para que não apenas cubra muito mais além do que o plural de um vazio que foi lentamente deteorirado, mas que supere e ultrapasse ambas as partes.
Estou com o estranho a ver a paisagem de um monte virado do avesso, terra desconhecida, que é novidade. Desejo que se arrasta num ponteiro de bússola que insistentemente se dirige para sul.
Vou lembrar-me daquilo que não é, como se tivesse acontecido, ou noutro lugar que não estive mas parece que a presença de situações se identificam e carinhosamente se unem.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Espairecer

Só me apetece é sair
Só me apetece é fugir
Sair daqui ir para ali
Sem sair do mesmo lugar
Mas porquê sair?
Nem eu sei porque pensei
Talvez irei mudar
Para onde deverei estar
Longe de onde as coisas estão perto
Vencendo os fantasmas do incerto
Aqui e agora no lado fora da minha janela


Só me apetece é correr
Só me apetece é conhecer
Alguém quem eu nunca vi, ou nunca conheci
E logo de seguida acalmar
Sem perder o mesmo caminhar
Mas porquê conhecer?
Não quero saber, o que é crescer
Ou onde o vento se vai perder
Depois vem o tempo de tornar as coisas reais
Ninguém parece ter os mesmos erros fatais
Tu e eu aqui agora juntos


domingo, 12 de janeiro de 2020

Despedida

A despedida não está em mim, nem no compromisso com o acontecimento.
Um até já ou talvez um chá para confretenizar, um apelo à amizade que se construiu num prédio de lembranças.
Lamentavelmente a sucessão de bons momentos memoráveis tomarão outro rumo onde irão prosperar em separado.