domingo, 12 de janeiro de 2020

Noite disfunçional

A luz das lâmpadas ofusca o reino, onde a estrada passa numa viatura  que circubunda no som onde se ouve o fumo. A designacao de uma confusão ardente sobre a tarola e voz gotural dentro de um carro.
Duas luzes elavam-se no asfalto, na noite onde outrora chinelos de dedo passavam apresadamente na tranquilidade do calor de uma década oitentista.
Toldos ja não pairam , nem cacimba sobre os tetos.
Sento-me na cadeira humida, onde carros continuam seguindo em linha reta,  seguem compassos da marcação de um tempo musical. Relantando...poisam na abundância da fragmentação de clientes, que neste café se diluem no pensamento.
A maresia pouco se vê nem se sente, a ideia de uma improvisação vindoura que na toca eu espero.
Pouco resta dos eucaliptos sobre os pinheiros mansos devastados pelo gozo de um lar  perto de águas salgadas.
A inclinação mental para o que um isqueiro se incendou, fez sumbergir a disfunção sombria à qual todos os dia se torna rotina.

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